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Crônica: A PACIÊNCIA EM ÉPOCA DE PANDEMIA

Por: Eli Vieira Xavier Imagina se alguém ainda está seguindo o famoso “Fique em casa”. Cadê a paciência para isso? Parece que querem nos fazer de toupeira enfiada dentro de um buraco qualquer, isto não somos, mas, ainda assim nos tratam como tal, se não com a pandemia, mas fazem-no no dia a dia. Seja com mentiras deslavadas, roubalheiras e intrigas que não acabam nunca. Saiam vocês de suas tocas, ou trincheiras, políticos de merda, estes sim verdadeiras toupeiras, antas e paquidermes. Tratem de fazer aquilo para que foram eleitos. Governem para o povo e não para si próprios, deixem 2.022 para 2.0222, isso se vocês chegarem lá, tal o medo que incutem na sociedade. É muito fácil pegar um jatinho para quem sabe, tomar a vacina que não é aquela que querem nos empurrar. Tudo na vida tem limite, principalmente a paciência, paciência de ouvir tantas bravatas, paciência de ver famílias inteira fenecendo, famílias passando fome, famílias com vários desempregados. Famílias que têm que pega...

UM NATAL DO MEDO E DE UM ANO NOVO CHEIO DE INCERTEZAS

Por: Eli Vieira Xavier Por certo nem todos se sentem como eu, mas, parece-me que com o passar dos anos temos estas datas mais frias e tristes. Eu, particularmente este ano, com a perda de minha amada companheira de 39 anos de casamento, pois de convivência foi muito mais, pois desde os meus 9 anos, já a conhecia (e amava às escondidas), sentirei muito a sua falta e, por certo, estarei triste. Mas, o que dizer da alegria do povo? Será que ela vai estar e se fazer presente? Tenho cá minhas dúvidas, pois, a obrigatoriedade do afastamento social em função da “pandemia”, assim como os danos provocados pela mesma, com internações, mortes, desemprego e falta de dinheiro, me parece difícil que a alegria impere. Porém hemos que ser fortes, para que não percamos a alegria, amigos e, até mesmo, um esfriamento nas relações familiares. Como se já não bastasse o WhatsApp, Facebook e tantas outras ferramentas digitais que, de certa forma, nos separou ainda temos este vírus invisível. Separou sim, poi...

CONTRIBUINTES DO ICMS DE SÃO PAULO TÊM QUE PAGAR A CONTA DO “FIQUE EM CASA”

Por: Eli Vieira Xavier Alertamos aos senhores importadores e todos quanto sejam contribuintes do ICMS, no Estado de São Paulo, que nosso educadíssimo e queridíssimo governador, sancionou a Lei nº 17.293/2020 que reformula, modifica e/ou extingue vários benefícios fiscais. A indigitada Lei, em seu artigo 22, passa a considerar benefício fiscal todas as alíquotas que sejam inferiores a 18%, assim, editou o Decreto nº 65.156/2020, com seu pacote de maldades, acabando com vários benefícios fiscais (isenção, redução da base de cálculo e crédito outorgado), isto para vigorar já a partir de 01 de novembro do corrente ano. Ocorre que o “douto governador” e seus “assessores”, esqueceram-se que o Estado é signatário de vários Convênios ICMS, e que os mesmos devem ser respeitados, inclusive no que tange à sua vigência. Checada a bobagem que haviam feito, e para os incautos, como a acharem que nosso Governo do Estado era o bem feitor e salvador da pátria, tornou a editar os Decretos de nºs. 62.252...

A SINA ASSASSINA DO COVID E A VACINA

  Por: Eli Vieira Xavier A VIDA NÃO ESTÁ FÁCIL COM ESTA PANDEMIA, ELA ISOLA PESSOAS E CADA UM SEGUE COM SUA SINA. NOTAMOS, DESDE JÁ, QUE MUITA COISA MUDARÁ COM MEDO DA PANDEMIA ASSASSINA. MESMO QUE SURJA UMA IMUNIZAÇÃO, AS PESSOAS TEMERÃO E CÉTICOS FICARÃO COM RELAÇÃO A UMA OU OUTRA VACINA. PARECE-NOS UMA COMPETIÇÃO A BUSCA DA VACINA, E SEM QUE SAIBAMOS QUAL DELAS FUNCIONRÁ E NEM MESMO ISTO É COMFIRMADO PELA MEDICINA. PARECE-NOS QUE HÁ UMA GUERRA PARA DIZER QUAL SERÁ O PAÍS SALVADOR DA HUMANIDADE, MESMO SEM RESULTADOS COMPROVADOS, CADA UM A ELA VATICINA. ESPERAMOS QUE NÃO SEJA UMA GUERRA COMERCIAL OU DE EGOS, SEM SE PREOCUPAREM COM UMA VERDADEIRA CHACINA. ESTADOS DA FEDERAÇÃO DISPUTAM AS QUE ESTÃO NO MERCADO, SEJA A DE OXFORD, DA RÚSSIA OU DA CHINA. CADA UM QUERENDO SER O SASSÁ MUTEMA, NÃO SE PREOCUPAM COM SEUS CAIXAS, POIS, NO FIM SABEMOS SOBRE QUEM ESTA CONTA CAIRÁ EM CIMA, AFORA O QUE PODE GERAR DE PROPINA. NUMA ÉPOCA DE POUCOS, OU NENHUA RESERVA, MONETÁRIA OU ...

QUANDO O VAZIO SE FAZ SENTIR

Por: Eli Vieira Xavier Nunca pensei, depois de 65 anos, que veria e sentiria que o mundo está muito vazio. Como uma pandemia, afastaria e esvaziaria locais e até mesmo sentimentos e pessoas. Minha caixa de e-mail está vazia, o trabalho se esvaiu e não sabemos quando retornará. Corações transbordam de amor e saudades, mas, por causa do raio de um vírus, nem podemos nos abraçar. A economia se esvai quebrando pequenos negócios – e talvez médios e grandes- esvaziando empregos e equilíbrios familiares. A estagnação do comércio internacional, com exceção do agro, faz-nos ficar sentados à frente do computador procurando algo que preencha este vazio. Repórter na televisão? Nem pensar! Não dá mais ficar ouvindo sobre COVID ou sentarem a pua no Jair. Cadê as outras matérias, será que também se esvaziaram? Eu, particularmente, afora todo este vazio, ainda tenho que viver com o esvaziamento da perda de uma parceira. Bares, lojas, salões de barbeiro e de beleza ...

ESTOU COM O SACO CHEIO DE QUASE TUDO

Por: Eli Vieira Xavier Estou com o saco cheio do marasmo destes dias de pandemia, nem mesmo me ligam com problemas. Estou de saco cheio de não poder discutir a solução de um problema, que normalmente não existe com a fiscalização e, sem que possamos com eles falar. Estou com o saco cheio de não poder me relacionar normalmente com as pessoas, com quarentenas e afastamentos sociais. Estou de saco cheio de usar máscaras, mesmo sabendo que elas são necessárias, ainda mais sabendo que lidamos no dia a dia com verdadeiros mascarados(falsos) Estou de saco cheio de ver os relacionamentos, mesmo que pessoais, serem frígidos, sem beijos, abraços e reuniões. Estou de saco cheio de pensar que estes distanciamentos possam, cada vez mais, provocar verdadeiros distanciamentos futuros. Estou de saco cheio de pensar que muitas coisas, algumas boas e a maioria ruim, aplicadas de forma emergencial, em função do COVID, possam ser definitivamente aplicadas nos inter-relaciona...

AOS DESPACHANTES SÓ CABE VEDAÇÕES E PENALIDADES

Por: Eli Vieira Xavier Não me surpreende a decisão da 5ª Turma do STJ que entendeu que o despachante aduaneiro, pessoa física que atua como representante do importador e/ou do exportador nas atividades de comércio exterior, deve ser equiparado a servidor público para fins penais, já que existe um rol de penalidades e vedações a nós pessoas físicas e autônomos, basta ver os artigos 735 e 809 do Decreto 6.759/09 (Regulamento Aduaneiro), afora outras regulamentações. Mas, na mesma dimensão, causa-me espécie que outros atores, que exercem as mesmas atribuições dos Despachantes Aduaneiros, não são atingidos com os rigores da Lei , da mesma forma como somos, pois, enquanto nós somos pessoas físicas, existem outros que são pessoas jurídicas que foram autorizadas a efetuar despachos aduaneiros. A teor do acima veja-se o Parágrafo Único do art. 1º do Decreto nº 8.870/2016, que tem a seguinte dicção: “As operações do Simples Exportação poderão ser realizadas por meio de operado...

QUANDO A DOR DA PERDA DE UM ENTE QUERIDO É A ALEGRIA DAQUELES QUE DELA USUFRUEM

Por: Eli Vieira Xavier Jamais pensei que um dia escreveria sobre tal tema, ao que peço, desde já, desculpas a todos, mas, o faço, mesmo à custa de muita dor e saudades, para chamar a atenção de todos, e a clamar às autoridades que deixem, ou se abstenham, de elevar tais situações a níveis exponenciais e que causam revolta com o que fazem no dia a dia com quem perde um ente querido. A ganância do Estado e de outros apaniguados é nojenta e asquerosa. Com mil desculpas a todos que lerão esta crônica, mas, pela indignação, desrespeito e revolta, quero demostrar como é difícil a dor da morte neste país, como se não bastasse o evento da perda e sofrimento, temos que brigar, literalmente, com interesses mesquinho e que causam asco. Nossa via-crúcis ( Conjunto de experiências dolorosas, terríveis, dramáticas; martírio e tormento s), se inicia com o evento da perda de minha esposa em 13.02, às 23: 45 hs.,   do corrente, onde, pelo fato de morarmos em Santos, e ela ter falecido e...

DESPACHANTES ADUANEIROS DE HÁ MUITO SE SENTEM COMO COVIDESPACHANTE

Por: Eli Vieira Xavier Já vai longe o tempo em que éramos tratados com respeito e parceiros da Receita Federal. O status do Despachante chegou, em priscas eras, a tal ponto que era nomeado diretamente pelo Presidente da República. Hoje? Ora hoje em dia nem precisamos tecer considerações sobre como se galga tão bela, necessária e ilustre profissão. Na esteira destas facilitações vieram tratamentos não republicanos, ou longe daquele que nos era dado. Hodiernamente, que na realidade já vem acontecendo há um bom tempo, pelo menos é o meu sentimento particular, somos tratados como portadores de um vírus, onde, a cada dia, somos, mais e mais, afastados do contato com as autoridades aduaneiras. Somos hoje seres virtuais, não temos rosto e nem muito menos diálogo. Diálogo este, que a meu simplório ver, é extremamente necessário, pois existem várias questões que têm que ser debatidas para uma solução mais célere, pois, a troca de mensagens, via de regra, se arrastam e ficam à merc...

SERÁ QUE TEREMOS QUE NOS CONFRONTAR?

Por: Eli Vieira Xavier Até onde chega a ganancia pessoal? Até onde chega a valoração do eu, contra o do nós? Até onde chegam as ideologias contra os ideais gerais?   Vida louca em um momento mais louco ainda. Como podem pessoas estarem a pensar em planos pessoais futuros, em detrimento de planos que envolvam toda a coletividade no hoje? Para mim é totalmente surreal, pois não vejo a mínima lógica neste pensamento mesquinho, onde o “meu plano” se sobrepõe ao “nosso”. Será que as pessoas não entendem que eles próprios, ou seus familiares, podem ser acometidos pelo mal que hoje viceja? Não é possível, a meu ver, que as pessoas sejam tão insensíveis à ponto de não saberem o que está acontecendo, e que podem atingi-las. Vejo com uma tristeza imensa, e medo, as ideologias de esquerda, direita ou centro, pois, todos deveriam estar centrados no bem comum; no combate a este mal e escrever uma página na história que espelhasse união pela vida, economia e por que não, por sua “P...

DEIXAR DELINQUIR OU TIRAR DAS RUAS E DAR EMPREGOS. O QUE QUER A SOCIEDADE?

Por: Eli Vieira Xavier Sou filho, juntamente com mais seis irmãos, cinco vivos, de doqueiro - assim chamado aquele que trabalhava na Cia. Docas do Porto de Santos-, retirante do Nordeste e acompanhado de uma mulher de fibra, e põe fibra nisto. E daí? Perguntariam muitos. Ao que eu responderia, como é que com o parco salário percebido por meu pai, ele conseguiu educar, manter e formar cidadãos honestos e trabalhadores? Simples, dando-lhes ensinamentos, educação, respeito à família e fazendo-os entender que o trabalho não mata, assim, partindo destes conceitos, arrumou, para os filhos homens, a partir de seus 13 anos de idade, um emprego. Sim, não se espantem! pois, era melhor que aprendessem uma profissão, e a terem responsabilidades, sem abrir mão da educação escolar, e em idade tão pueril, do que deixá-los na rua, como acontece com a maciça maioria das famílias de pouca renda, hodiernamente. Por certo os defensores dos direitos das crianças e adolescentes ficarão estupefat...

OS SERVIÇOS DE COMÉRCIO EXTERIOR SÃO OU NÃO ESSENCIAIS E OS CORONAVAGABUNDOS?

Por: Eli Vieira Xavier Sem querer entrar na celeuma de isolamento vertical ou horizontal, pergunto-vos: Como é que se faz para liberar importações de produtos de combate ao COVID19 e tantos outros voltados ao abastecimento, agricultura, etc.? Basta o avião pousar ou o navio atracar e a carga estará liberada? Não, por certo que não, pois existe uma série de atos burocráticos para que tais produtos estejam efetivamente liberados, seja no instante da descarga ou em ação posterior, mas, os controles continuam a existir. Então, mais uma vez pergunto-vos: Por que as atividades do comércio exterior, como a dos Despachantes Aduaneiros e Comissárias de Despachos que agregam os profissionais retro, não estão elencadas dentre aquelas consideradas essenciais? A questão a levanto por não saber como lidar com necessidades de manter pessoal trabalhando, seja em home office ou com trabalho presencial, pois, enfrentamos situações em que a presença física da pessoa se faz exigível. Prova do ...

OS DIAS DE EXÍLIO E OS DIAS DE TERTÚLIA

Por: Eli Vieira Xavier   Oh santa necessidade de não nos abraçarmos, apertar mãos e nos beijarmos. Isto não é o nosso modus vivente, principalmente por parte de nós, de sangue quente e latino, onde somos afetuosos, por vezes até mesmo pegajosos. Sinal de afeto, carinho e muito amor. Eis que surge um maldito COVID 19 e separa amigos, conhecidos e até mesmo parentes. O medo impera por parte daqueles que não querem ser contagiados e daqueles que não querem contagiar. Pais e avôs, como eu, que podem, quem sabe, serem assintomáticos e têm receio de contagiar seus entes queridos e se afastam, ou, sei lá? se o contrário também possa acontecer. O ser humano não foi criado para ser um ermitão ( Aquele que evita o contato social; que tende a viver sozinho e/ou buscar a solidão), muito pelo contrário, tendem a viver em comunidade, trocando carinhos, confidências e vivendo em harmonia, respeitam-se e complementam-se. A solidão não é, e nem faz parte do seu ideal. Mas, em nome...

Ser Otimista dá Muito Trabalho

Por: Eli Vieira Xavier Curvo-me, por conta da minha admiração e respeito, ao digníssimo Prof. Mário Sérgio Cortella, ao qual peço sua devida vênia para me utilizar de alguns de seus termos em entrevista a determinada rádio, pois, neste momento em que ninguém sabe quem é o verdadeiro detentor da razão, à medida em que se discute a quarentena horizontal ou vertical, todos falando línguas distintas, tal e qual uma torre de babel, faz-se necessário, pelo menos, um bom senso. Nesta dicotomia, alguns olham o aspecto da saúde, outros olham o aspecto da economia, embora estes últimos não façam apologia à liberação generalizada, mas sim a de que o confinamento seja aplicado àqueles com alto grau de possibilidade de contágio. E, repito, com a devida vênia do autor da frase, ser otimista dá muito trabalho, pois, é necessário perder horas à fio para estudar e buscar soluções. Enquanto isto ao pessimista, basta ficar à espreita e a sempre repetir: “Que horror alguém tem que fazer algu...

QUANDO O BOLSÃO GERAL NÃO COADUNA COM TUDO, PRINCIPALMENTE PARTINDO DO BOLSONARO

Por: Eli Vieira Xavier Votei nele? Votei. Sou adepto da maioria de suas ideias? Nem de todas, até por suas tresloucadas posições! E até porque tudo tem limites. Quanto ao Título, leia-se “BOLSÃO : “ ALGO QUE, POR RAZÕES VARIADAS, ESTÁ OU FICA SEPARADO DO CONTEXTO EM QUE VIVE” . O título é o grande problema e o que me instiga a escrever o mesmo, pois, este é o grande problema do Capitão, ou seria Ex.   Até onde vai a razão pessoal e o bem de todos. Até onde ele está dentro do contexto de todos, ou de sua egocêntrica posição? Vive ele no contexto de uma verdadeira torre de babel, onde cada um fala uma língua e ninguém se entende. Por vezes parece que ele está em seu mundinho de aquartelado da caserna. Preocupa-se com a economia, o que também é necessário e outros muito mais com o isolamento, preocupados com a pandemia e sem se preocupar com uma possível bancarrota. Por vezes pensamos, e vemos, que existem medidas eleitoreiras, coisa repugnável neste momento, olham o p...